
Eu escolhi essa imagem tirada pelo ESO através do Very Large Telescope (VLT) porque ela mostra claramente o fenômeno da cruz de Einstein ocorrendo.
Você está vendo dois objetos cósmicos, duas galáxias, uma branca e uma alaranjada. Mas você retruca: eu não estou vendo apenas uma galáxia branca em torno da laranja, mas quatro. Mas não, einsteiniano(a), o que você está vendo é apenas um único objeto.
Acontece que, a galáxia branca está há anos-luz atrás da laranja. E a estrutura do espaço-tempo em torno da galáxia laranja está distorcida, por causa da sua grande massa. A luz da galáxia branca, para chegar nas lentes do VLT precisou passar pela galáxia laranja, já que a primeira está atrás desta. Quando a luz da galáxia branca passou pela laranja, ela teve a influência da distorção espaço-temporal, não apenas distorcendo essa luz mas também dividindo-a em quatro.
A Cruz de Einstein é um fenômeno astrofísico fascinante previsto pela teoria da relatividade geral de Albert Einstein. Nesse efeito, a luz de uma galáxia distante é distorcida ao redor de um objeto massivo em primeiro plano, criando quatro pontos luminosos que formam uma cruz. Essa curvatura no espaço-tempo, causada pela gravidade da entidade massiva, é responsável por esse notável padrão. Cientistas recentemente identificaram uma galáxia massiva que exibe esse fenômeno, oferecendo insights valiosos sobre o universo distante.


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