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Novo estudo contraria ideia tradicional sobre destino da Terra

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Um novo estudo publicado na Astronomy & Astrophysics contraria a ideia tradicional de que o Sol, ao expandir-se no fim da sua vida, engolirá a Terra. Segundo os cálculos dos autores, dentro de cerca de 5 bilhões de anos o Sol entrará nas fases de gigante vermelha e depois de gigante assintótica (RGB e AGB), expandindo-se enormemente. O destino dos planetas depende da disputa entre dois efeitos: as forças de maré, que tendem a travar as órbitas e arrastar os corpos para dentro da estrela, e a perda de massa solar por ventos estelares intensos, que enfraquece a gravidade e empurra as órbitas para fora.

Usando modelos de maré mais recentes e dados da estrela L2 Puppis (usada como análogo do futuro Sol), os pesquisadores concluíram que a dissipação das marés é menos eficiente do que se pensava, e que a perda de massa solar será mais acentuada. Nesse cenário, Mercúrio e Vénus seriam mesmo devorados, mas Marte e a Terra conseguiriam escapar, deslocando-se para órbitas mais distantes e seguras.

A notícia, porém, não é motivo de alívio: mesmo sobrevivendo fisicamente à expansão do Sol, a Terra ficaria exposta a radiação extrema, que evaporaria os oceanos e tornaria o planeta um deserto estéril, sem qualquer vestígio de vida, como retratado na imagem

Link do artigo: aa60576-26.pdf https://www.aanda.org/articles/aa/pdf/2026/06/aa60576-26.pdf

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